14 de dezembro de 2011

Campanha de Vacinação

Esta em vigor a campanha de vacinação contra a raiva em Luanda. A recomendação que ouvi no radio foi:
"Traga seu cão, seu gato ou seu macaco".
Em seguida entrevistavam as pessoas no local:
_ "O Senhor trouxe seu macaco? Ele ja foi vacinado?
_ Estou a aguardar. Será vacinado agora.
_ Sim. Pois. Eh importante mesmo já que há pouco houve o caso de um macaco que estava a morder as pessoas. O Senhor ja teve problemas com o seu macaco?
_ Nao. Nunca.
_Que tipo de macaco é esse?
_ Nao sei".


23 de novembro de 2011

Piadinha Tugas X Mwangoles


Recebi a piadinha de um Angolano.

Racismo... 

- Como te chamas? - pergunta a professora.
- 'Kinaxixi' - responde o puto.
- Estamos em Portugal e não há cá Kinaxixis, isso era lá em Angola. Daqui para a frente chamas-te 'Joaquim' - diz a professora.

À tarde, Kinaxixi volta para casa.
- Correu-te bem o dia, Kinaxixi? - pergunta a mãe.
- Já não me chamo Kinaxixi, mas sim Joaquim, porque agora vivo em Portugal.
- Ah, tu tens vergonha do teu nome, da tua raça e renegas os teus pais! - A mãe fica danada e enfia-lhe uma galheta bem aviada.

Chega o pai a casa e faz a mesma pergunta:
- Correu-te bem o dia, Kinaxixi?
- Já não me chamo Kinaxixi, mas sim Joaquim, porque agora vivo em Portugal.
Diz o pai: - Ah, tu tens vergonha do teu nome e da tua raça? Então, até renegas os teus pais...
Kinaxixi oferece a outra face e leva mais uma galheta.

No dia seguinte quando chega à escola, a professora, reparando nas marcas dos dedos na cara do miúdo, pergunta:
- O que foi que te aconteceu, Joaquim?
- Bem, professora, mal me tornei português... fui logo agredido por dois pretos!...

13 de novembro de 2011

11/11/11


O dia da independência nacional em Angola foi celebrado este ano no Kwanza Norte.
Celebrando 36 anos da libertação de Portugal e também paz, já que 27 desses anos foram em guerra.
Mas vendo essas celebrações de independência e ouvindo na tv e no rádio as mensagens à população, o que vejo é ainda um discurso de "recém" ex-colônia. Uma aversão aos estrangeiros que beira a xenofobia.
Concordo que o país precisa se fortalecer e oferecer melhores condições à sua população para que ela possa ocupar seu mercado de trabalho. O que ainda falta mesmo é uma distribuição mais justa desse país tão rico, que possui além dos diamantes, tanto petróleo. Faltam infra-estrturas básicas e acesso à saúde e educação.
Seja na Angola, no Brasil ou em qualquer outro país, eu gostaria de poder acreditar na utopia da inexistência destas barreiras. As barreiras burocráticas dos vistos e das exigências que podem permitir ou impedir a nossa presença em determinado lugar do mundo. Porque criamos raízes e deixamos um pouco de nós nesses lugares.
Gostaria de pensar que independente da nacionalidade as pessoas pudessem trabalhar ou viver onde seu trabalho for bem-vindo, necessário; ou onde elas julgassem ser o lugar ideal. O clima, os amigos, a vida que se leva, enfim... liberdade. Ou não será esse o verdadeiro significado de independência?


.:Angola:.


4 de outubro de 2011

As Pedras de Pungo Andongo

As Pedras de Pungo Andongo definitivamente merecem uma visita.
Cercadas de crenças e lendas, la podemos ver as famosas pegadas da rainha Ginga. Realmente eh curioso ver as pegadas na propria rocha. E dai surgem as historias.
Na minha imaginação o que veio foi a larva vulcânica solidificando, em alguns pontos ainda um pouco quente, e essa pessoa caminhando. Pronto. Feito deixar a marca no cimento. Mas é pura imaginação. Assim como talvez sejam tantas as historias neste lugar.


As formações surgem gigantescas em meio `a vegetação tao plana.
Outra curiosidade fica no alto de uma das rochas. Algumas escadas auxiliam na subida. La existe um mirante e as pessoas juntam pedras menores para fazer as chamadas 'igrejinhas'.
Um castelinho de pedras onde devemos deixar nossos desejos, pedidos, agradecimentos. Sao varias delas espalhadas no topo da montanha.

A vista é magnifica. La embaixo vemos a pequena comuna no meio das rochas.



E por fim, as famosas Pedra-Homem e Pedra-Mulher.

3 de outubro de 2011

Províncias


Conheci algumas cidades no interior do país.
N'Dalatando, capital do Kwanza Norte, é um cidade grande. Foi um dia conhecida como "cidade jardim". Entretanto hoje não se vê isso mais. O melhor jardim por lá era o meu mesmo. E olha que eu já falei sobre isso... minha nota é 1 ou 2 em jardinagem.
Quibaxe, por sua vez, é bem pequena.
O que acho muito curioso quando pesquiso sobre essas cidades na internet, porque o que se encontra são sempre relatos muito antigos, com belas fotos. E a realidade que se vê hoje é a da destruição que a guerra causou.
Para mim é muito estranho para mim que uma cidade tenha aparência melhor em 1960 que em 2011.
A reconstrução avança, mas é inevitável pensar no tempo perdido. 
Ao longo das estradas vemos aquelas comunas bem pequenas mesmo. Muitas vezes no meio do nada. Para mim a impressão é de serem quase indígenas mesmo. Vivem dos animais que caçam na mata, dos peixeis que pescam quando ha rio ou o mar por perto. Colhem frutas, plantam verduras. Vendem vários desses produtos para conseguir algum dinheiro e obter o que falta.
Mas as casas são feitas na sua grande maioria de barro.
Vemos mulheres caminhando com uma bacia imensa na cabeça e a catana pendurada. Levam lenha, água, ou o que mais for preciso.
E devem caminhar distancias enormes porque as vezes passo por elas e percebo que a próxima comuna fica a quilômetros de distancia.
E o sol rachando.
Outra coisa que me impressiona sempre na beira da rodovia são os miúdos. Crianças muito pequenininhas mesmo.
Lembro da minha mãe cheia de zelo segurando minha mão para atravessar a rua. E chega a parecer um exagero quando vejo aqueles bebes brincando ali e um caminhão enorme passando a 80km/h. De repente um deles deixa a bola ir pra onde nao devia, ou corre atras de um animal, ou simplesmente resolve atravessar.
E os animais são outro problema. Sao galinhas, porcos e bodes.
Ficam soltos ali na beiradinha também. E pobre do motorista que atropelar. Outro dia queriam cobrar U$100,00 por um porquinho.
Nas comunas existe sempre o 'soba'. Ele é um misto de prefeito com líder espiritual. Mas o cargo é hereditário, passa de pai para filho. Ele guia a comunidade e toma algumas das decisoes, resolve problemas.
A maior realidade ao longo do que percorri foi a pobreza e o contraste.

2 de outubro de 2011

África do Sul

Sou apaixonada por elas!



O que dizer sobre a Africa do Sul?!
Acho que a essa altura já tenho a África no coração. Ou será no pescoço? rs
E amei essa combinação com as girafas. Que amo e já coloquei fotos aqui da minha visita ao Kissama.



Lions Park.
E quando vejo os leões sinto uma saudade do meu cachorro!!!